Fonte da imagem: Chat GPT
Em 1903, moradores do bairro da Liberdade, em Salvador, fundaram um clube de futebol homônimo, cuja trajetória ao longo dos anos reservaria momentos dramáticos. O time ascendeu como um dos principais do país, vivenciando seu auge na década de 1980, com os vice-campeonatos brasileiros de 1983 e 1985, culminando com a histórica vitória sobre o Flamengo no campeonato de 1987.
Desde então, o clube se manteve competitivo até 2001, quando a chegada de uma nova diretoria, liderada por Álvaro Menezes, deflagrou uma era de declínio. Escândalos de corrupção e resultados negativos levaram o time a amargar seu inédito rebaixamento para a Série B em 2009.
A partir desse ponto, a trajetória do clube foi ladeira abaixo, marcada por resultados ruins e sucessivas quedas nos campeonatos nacionais, culminando em 2025 com sua amarga presença na Segunda Divisão Baiana e a ausência em qualquer divisão nacional. Em meio a essa espiral negativa, com o surgimento da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) em 2021, um antigo e fervoroso torcedor chamado Miguel nutria o sonho de comprar o clube, encontrando, contudo, a diretoria negava em concretizar a venda.
Em um ponto crucial dessa história, a filha de Miguel, uma jovem de 16 anos, inicia um relacionamento amoroso com o filho do Presidente. Frequentando a residência do namorado, a jovem proporcionou ao pai uma ideia sombria. Miguel conhecia um funcionário da sede do clube, próximo à diretoria e presente em algumas reuniões na casa do presidente. Compartilhando uma antipatia pelo dirigente, Miguel e o funcionário engendraram um plano macabro: assassinar o presidente para que, de alguma forma, o torcedor pudesse adquirir a instituição futebolística. Em uma noite fatídica, invadiram a propriedade e concretizaram o ato sem serem descobertos.
No dia seguinte, a notícia do assassinato ecoou não apenas na cidade, mas por todo o país, desencadeando uma busca incessante pelo autor do crime. Diante da comoção e da instabilidade gerada, a diretoria se viu impossibilitada de manter a gestão do clube. A venda total da instituição tornou-se uma necessidade premente e, ironicamente, o Esporte Clube Liberdade foi adquirido por Miguel, o torcedor disposto a tudo em nome de sua paixão.
Após a aquisição, o clube passou por uma notável transformação, retomando a competitividade. Dez anos se passaram e o time já figurava novamente na Série A do Campeonato Brasileiro e na primeira divisão do Campeonato Baiano, embora ainda lutasse na parte inferior da tabela, buscando evitar o rebaixamento. No final de 2035, na última rodada do Brasileirão, o EC Liberdade precisava de uma vitória ou um empate para assegurar sua permanência na elite. Paralelamente, a filha de Miguel se preparava para se casar com o mesmo namorado do passado. Um dia, filho do ex-presidente e um antigo funcionário da casa do falecido presidente revisavam gravações antigas em um momento de lazer, mas o inesperado aconteceu: encontraram as imagens de Miguel cometendo o homicídio. Profundamente abalado, confrontou a noiva, que, por sua vez, procurou o pai no dia decisivo da partida, no estádio do clube. A decepção da filha diante da revelação abalou Miguel em meio à atmosfera carregada do estádio lotado.
Ao final, o EC Liberdade triunfou sobre o Vitória, seu maior rival, com um resultado de 3 a 0, garantindo sua permanência na Série A. Miguel desceu ao gramado para celebrar a permanência, mas o peso de ter decepcionado a filha desencadeou uma crise fulminante, levando-o a cair desacordado. Por um instante, em meio à inconsciência, ouviu os cânticos da torcida: 'Ooooh, Liberdade voltou...'. Logo em seguida, faleceu. A propriedade do clube foi transferida para a filha, que posteriormente a passou para o marido. Em seu primeiro discurso como novo proprietário, ele declarou emocionado:
— O EC Liberdade não pertence a presidentes. Não pertence a famílias poderosas. O Liberdade é do povo, do bairro, da arquibancada. A partir de hoje, quem manda aqui são vocês, torcedores!
Nenhum comentário:
Postar um comentário